Bem, primeiro post do ano. Venho evitando isso ao máximo, mas como muitas coisas tem apenas se mostrado baldes de água fria, espero que o retorno ao blog seja, sei lá algo bom. Tenho quase certeza de que preciso de terapia. E que essa seja uma boa terapia. Há quem diga que a vida dá suas voltas e reviravoltas. Eu já n sei mais o que eu mesmo diria. Me vejo perdido em vários pontos, e infelizmente o blog é um deles. Falta de ânimo? Verdade. Por não ver isso ir para a frente? verdade também, se bem que essa culpa é minha. O que só eleva o desgosto. Mas o que realmente falta é a criatividade e a força para acabar com a inércia. No fim acho que acabei percebendo que ser bom não basta mais, se tornou cansativo e sem as remuneração que eu quero e preciso. O que fazer? Bem, o que eu acho e espero que eu faça. O que eu vou fazer? Só Deus sabe. Acho que isso acaba sendo uma virada de ano. Eu digo e re-digo pra mim mesmo "Carry on my wayward son..." mas algo me diz coisas a mais, me diz "So Sally can wait, she knows it's too late..." e me pedindo para não olhar para trás com rancor. Graças a Deus não sou mais tão rancoroso, nem tão vingativo, nem tantas outras coisas que eu gostaria de ser ainda. Não posso mudar o passado, e não sei como mudar o futuro, soa como covardia mas encarar o futuro para administra-lo como ele vier é apostar em algo muito instável, e o que mais me preocupa é saber que eu tenho medo de apostar em mim mesmo. Eu me impeço de seguir em frente e nem sei porque, bem acho que seja eum me impedido, se não for, a coisa é pior do que eu pensava. Algo desesperador me faz me empurrar para trás. Acho que no fim acabei e provavelmente continuarei sendo mais um na multidão de blogs. Trabalhar para mudar isso? Claro. Como? Sabe Deus como. Bem sei Marisa irá ler isso. Ví muitos sumirem do blog e isso me faz pensar que decai. Isso pode ser uma fase ou permanente, não sei. Mas estou ai para tentar. Bem acho que blog serve pra isso também, você dizer o que pensa. E eu infelizmente penso nisso. Nos que aqui estiveram e que não mais retornaram. Nos posts antigos com 15 comentários de várias pessoas, e agora os posts comentados por apenas uma pessoa. Gostaria de agradecer mais uma vez a você Marisa que sempre esteve aqui no blog. E vou tentar achar algo que me faça voltar. Bem até a próxima postagem.
Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...
E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...
E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...
Alphonsus Guimarães
Baby,
Eu amava ouvir seu salto no chão de madeira. Hoje eu sei que esse som me acalmava.
Mas seus jures e minhas teorias entraram em confronto, e o que sobrou de tudo que se formou de nós foi simplesmente dor.
Já não te resta razão e não me sobrou sanidade.
Aqui, sentado no telhado, descobri que você era minha consciência e minha mente.
Agora tudo que eu tenho é um de seus vestidos em cima da cama, me servindo de travesseiro.
E em pensar que ele era o que mais odiava. Só queria que você lembrasse que cumpro minhas promessas. E com certeza cumprirei a última. Serei uma fênix.
É engraçado, agora que a tempestade me engoliu, vejo que aqui é tão sublime como eu pensava. Mas ainda assim é calmo demais, perfeito demais. Não mereço nada disso, por que a única coisa boa que fiz na vida foi te amar.
Marcos Matos
Bem, esse post é diferente. Por isso não faço nem ideia de como começar. Mas vamos lá.
Hoje, dia novo de ano novo e espero que de vida nova. Vida nova, quando eu escuto as pessoas falarem de vidas novas, me leva a imaginar alem de recomeço, uma vida sem as coisas que imperavam na passada. Bem não acho que na realidade seja assim, e nem que deveria ser. Prefiro e quero alguns aspectos da “vida” que passou. Algumas coisas tem que ter continuidade, se não tiverem, acho que acabam criando um retrocesso, um atraso de vida.
Esse é o primeiro momento de reflexão que jogo para o “papel”. Todo inicio de ano me reservo esse tempo, na realidade algo me exige isso. Não me importo, acho até bom, é como se eu tivesse uma conversa comigo mesmo, sem as cobranças típicas que os problemas da vida normalmente faz-nos impor um ao outro, mas uma conversa para contabilizar as perdas e os ganhos do ano. Com uma certa pitada de ironia posso até dizer que fecho para balanço. E nessa conversa meio que passa um filminho do ano que passou, quase um melhores momentos. Quase, porque misturado vem os piores. Acho que de certa forma cresço nessa conversa. Aliás crescemos eu e eu. Provavelmente o dia será quase típico, sem muitas surpresas. Até prefiro assim, me mantêm na minha zona de conforto. Gosto do dia de hoje é um dia alegre, apesar de ser um dia de introspecção. Gosto de me voltar para mim mesmo. Não vejo problema nisso, infelizmente os outros veem. Não me chateio, muito. Tento entender, as vezes não dá. Uns já me perguntaram se isso não é pra camuflar algo, uma possível crise de identidade. Creio que não, se for estou camuflando tão bem que até pra mim está complicado de ver. Bem vou retornar ao dia, acho que já estou fugindo do que interessa. Buscar o que nesse dia? Tudo que eu achar viável. Não só o que se deseja ou necessita, mas o que está ao seu alcance. Bem acho que é só. Não creio que seja meu melhor post, e também não acho que seja o pior. Bom fica a dica e a chamada de atenção. A introspecção não é de todo ruim, cabe a você se educar para fazer isso de forma construtiva. Acho que isso vale para alguns casos de depressão, mas só para pessoas de muita força, ou que já chegaram a um ponto tal de introspecção que possa transformar esse momento em algo produtivo para a própria vida, tipo um trampolim mesmo.
Bem vou reservar o fim do post para recadinhos e agradecimentos. First and last, i miss you and want you here near me. Bem agradecimentos, quero agradecer primeiramente a Deus que me proporcionou tudo. Quero agradecer a minha família, sem a qual não seria capaz de ser quem e o que sou. Quero agradecer também a todos os amigos, presentes, ausentes, próximos e distantes lógico incluindo os que conquistei pelo blog. Without y'all there's no sense, there's no way, there's no life. So, let's go drink something and be happy.
Marcos Matos
A brisa na praia me leva a pular no teu mar e pedir pra me perder no oceano que é você.
Oceano no qual mergulho sem medo de não conseguir respirar ou me afogar.
Contigo conheço a simplicidade do oculto,
A liberdade que há nele e nele nos perdemos em nós.
Um no outro, com o outro e para o outro.
A conversa silenciosa dos olhos em meio aos corais.
Os beijos roubados atrás das algas.
E as caricias perto do cais.
A fuga da rotina só pra ver a chuva caindo na lâmina d’água,
Ou para curtir o sol ir para a lua vir.
Momentos de raros momentos.
De dentes batendo e cabelos molhados ao vento.
O ir até lá que nos trouxe até cá,
Somado ao ir mais até ali que acabou nos recompensando com o aqui,
Na jangada olhando as estrelas das nossas constelações.
Abaixo de nós,
Um mundo desconhecido pelo mundo, e ainda assim, no mundo.
Um mundo no mundo, gerando o nosso mundo.
No qual as pérolas são mais que os mais lindos grãos de areia.
Elas são representações do sofrimento, do amor e do perdão de uma ostra.
Que apesar das dores que lhe são impostas,
Vertem todo o seu amor para aquele grão de areia,
Mudando-o e enchendo-o de beleza e amor.
Para porfim um dia ele poder ser dado como um gesto de amor.
Noite,
Vento,
Água,
Corpo.
Corpo na noite,
Água no corpo,
Vento nas árvores,
Vento na água
E vento no corpo.
Noite segredosa,
Vento frio,
Água quente
E corpo morno.
Noite de lua,
Vento do norte,
Água do rio
E o corpo, de quem?
Meu ou seu?
Porque esse corpo soa tão errado?
Tão sozinho, arrepiado.
Nos olhos de quem vê
Brilha a pergunta do calado.
Esse banho só serve no singular,
Ou pode ser pluralizado?
Marcos Matos