A vontade de querer.
A tua vontade de querer.
Para quê fingir?
Qual a necessidade de mentir?
Você se força a sentir,
A sorrir e a sofrer.
Esqueça o escript ,
Você não é um personagem,
Então, desista de ser.
Não relute em perguntar,
Em descobrir quem você
Realmente é.
Até mesmo, porque,
Todos também querem saber.
Liberte essa besta,
Por um dia que seja.
Beije o vento,
Sinta a tez da manhã,
Veja o passar da tarde
E renda-se a beleza da noite.
Depois disso, seu mundo
Pode até nem mudar,
Mas, pelo menos sua persona
Rachará.
E um daí quem sabe,
O mundo vá ver,
Quais outras belezas
Existem em você.
Marcos Matos
Ando pelas ruas como se estivesse em um clipe de uma música triste. Caminhando sozinho na chuva, lembrando o passado e esperando te encontrar em alguma esquina e mudar o fim desse clipe. Mas a torre que você ergueu aprisionou a nós dois.
Você ai e eu aqui, forçando-nos a viver no mesmo mundo, mas em planos diferentes. As pedras lisas se tornaram mais frias que as últimas palavras, e mesmo assim, a sua luz não se apaga, dia e noite, chuva e sol, ela está sempre jorrando da sua janela.
Mas hoje as nuvens carregadas taparam a minha visão. Não sei se você ainda está aí ou se o céu chora em chuva toda a sua dor. Mas quão trágico seria se o farol da sua janela por fim se apagasse? Existe outro caminho? Com novas ruas e novas luzes? Afinal como são essas ruas? Onde fica a praia e o quebra mar?
Tudo bem, não precisa falar. Um dia eu aprendo a ouvir o silêncio e a entender cada palavra não dita que o vento carrega. Talvez eu ache as nossas antes que a tempestade passe e o sol volte a brilhar.
Marcos Matos
Estou feliz como criança.
Mas não como se tivesse ganhado um presente
À muito esperado.
Estou feliz como uma criança
Que acaba de dar um presente
E ver seus olhos se arregalarem de surpresa.
Que acaba de ver o brilho dos seus olhos
Se intensificarem
E seu lindo sorriso se abrir em flor.
Mostrando na completa alvura
Dos seus dentes, a pureza da sua alma.
Sei que perdoar e perdoar
Foi a coisa que você mais fez
Nesses últimos tempos.
Bem, feliz aniversário atrasado
E obrigado por tudo.
Marcos Matos
P.S. Gabi, Bibs, Leãozinho, Todinho, entre outros apelidos ou apenas Gabrielle. Parabéns. Que Deus te dê juízo( que você precisa muito) e te ajude a realizar todos os seus sonhos. Sei que nem sempre entender os outros é fácil, pior ainda é nos entender. Espero que ele te dê bastante sabedoria também. Estou esperando sua autorização para postar um poema seu aqui no blog. Não vou parar de te encher a paciência até você deixar. Beijos coisinha maluca.
Marcos Matos
Vou cantar meus Gemidos pra te excitar.
Os meus gemidos de ouriçar
De prender, fixar.
Os meus gemidos de aproximar
De ver, chegar.
Os meus gemidos de te esquentar
De despir, deitar.
E quando os teus gemidos
Esquinarem represa
E se unirem aos meus
Em um dueto de axé sinfônico à capela.
Vou querer sentir os teus gemidos de se entregar.
Os teus gemidos de abraçar
De acariciar, cheirar.
Os teus gemidos de arfar
De morder, provar.
Os teus gemidos de aconchegar
De arranhar, laçar.
Vamos cantar os nossos gemidos.
Os nossos gemidos de amar
De gozar, gozar.
Marcos Matos
A paz invadiu o meu coração
E foi ai que eu notei
O que todos já haviam notado
Não haverá bolo de aniversário
O palhaço está cada vez mais gordo,
Velho e chato
Quase caduco,
Mas nunca mendigando.
Sempre de cara pintada
Nem que seja pra borrar
Quando ouvir uma verdadeira palma
Acompanhando uma gostosa gargalhada
Hoje ir á um circo é reviver o passado
Sair dele é levar um murro no estomago
O futuro passado não foi o melhor
E ainda assim poderia ser pior
Mas repleto de alegrias e amigos
Está o passado
No entanto amanhã ninguém
Nenhuma alma vai lembrar
Que o palhaço faz aniversário
Ele já não espera parabéns
Já não deseja dinheiro
Ele não busca mais nada
Agora que percebeu
Que sua vida é uma grande piada
De humor negro
Bravo!!! Bravo!!!
Marcos Matos
Mesmo tendo em nome profecia de ocaso,
Hei de sobrepor a aflição,
E entoarei meu canto de morte.
Canto este que há de soar indigno e covarde,
Em lugar de apiedante e cavalheiresco,
Aos ouvidos dos guerreiros canibais.
No retorno ao meu povo,
Meu cheiro me trai de tal forma,
Que me leva de novo para o sacrifico,
Do qual fui julgado imprestável.
Mas desta vez fui guiado pelo pai.
As ofensas ao meu povo e a mim,
Despertaram tal fúria que lavei com sangue,
A honra Tupi.
Não com o meu,
Mas com o sangue dos cruéis Timbiras.
Que por um senso de nobreza;
E honra tão impróprios fizeram um pai,
Mal ver o filho, que só lhe tem amor.
Marcos Matos