Estou feliz como criança.

Mas não como se tivesse ganhado um presente

À muito esperado.

Estou feliz como uma criança

Que acaba de dar um presente

E ver seus olhos se arregalarem de surpresa.

Que acaba de ver o brilho dos seus olhos

Se intensificarem

E seu lindo sorriso se abrir em flor.

Mostrando na completa alvura

Dos seus dentes, a pureza da sua alma.

Sei que perdoar e perdoar

Foi a coisa que você mais fez

Nesses últimos tempos.

Bem, feliz aniversário atrasado

E obrigado por tudo.

Marcos Matos

P.S. Gabi, Bibs, Leãozinho, Todinho, entre outros apelidos ou apenas Gabrielle. Parabéns. Que Deus te dê juízo( que você precisa muito) e te ajude a realizar todos os seus sonhos. Sei que nem sempre entender os outros é fácil, pior ainda é nos entender. Espero que ele te dê bastante sabedoria também. Estou esperando sua autorização para postar um poema seu aqui no blog. Não vou parar de te encher a paciência até você deixar. Beijos coisinha maluca.

Marcos Matos


Vou cantar meus Gemidos pra te excitar.

Os meus gemidos de ouriçar

De prender, fixar.

Os meus gemidos de aproximar

De ver, chegar.

Os meus gemidos de te esquentar

De despir, deitar.

E quando os teus gemidos

Esquinarem represa

E se unirem aos meus

Em um dueto de axé sinfônico à capela.

Vou querer sentir os teus gemidos de se entregar.

Os teus gemidos de abraçar

De acariciar, cheirar.

Os teus gemidos de arfar

De morder, provar.

Os teus gemidos de aconchegar

De arranhar, laçar.

Vamos cantar os nossos gemidos.

Os nossos gemidos de amar

De gozar, gozar.


Marcos Matos


A paz invadiu o meu coração
E foi ai que eu notei
O que todos já haviam notado
Não haverá bolo de aniversário
O palhaço está cada vez mais gordo,
Velho e chato
Quase caduco,
Mas nunca mendigando.
Sempre de cara pintada
Nem que seja pra borrar
Quando ouvir uma verdadeira palma
Acompanhando uma gostosa gargalhada
Hoje ir á um circo é reviver o passado
Sair dele é levar um murro no estomago
O futuro passado não foi o melhor
E ainda assim poderia ser pior
Mas repleto de alegrias e amigos
Está o passado
No entanto amanhã ninguém
Nenhuma alma vai lembrar
Que o palhaço faz aniversário
Ele já não espera parabéns
Já não deseja dinheiro
Ele não busca mais nada
Agora que percebeu
Que sua vida é uma grande piada
De humor negro
Bravo!!! Bravo!!!


Marcos Matos


Mesmo tendo em nome profecia de ocaso,
Hei de sobrepor a aflição,
E entoarei meu canto de morte.
Canto este que há de soar indigno e covarde,
Em lugar de apiedante e cavalheiresco,
Aos ouvidos dos guerreiros canibais.

No retorno ao meu povo,
Meu cheiro me trai de tal forma,
Que me leva de novo para o sacrifico,
Do qual fui julgado imprestável.

Mas desta vez fui guiado pelo pai.
As ofensas ao meu povo e a mim,
Despertaram tal fúria que lavei com sangue,
A honra Tupi.

Não com o meu,
Mas com o sangue dos cruéis Timbiras.
Que por um senso de nobreza;
E honra tão impróprios fizeram um pai,
Mal ver o filho, que só lhe tem amor.


Marcos Matos


Jogo atrasado.
Campo alagado.
Uniforme rasgado.
E as torcidas pedem bola.

Chuteira sem cadarço.
Meião furado e desfiado.
Calção folgado e desbotado.
E as torcidas querem ver gol toda hora.

Apito quebrado.
Cartões amassados.
Gandulas amuados.
E as torcidas cantam eufóricas.

Mal sabem elas
Que todos temem a bola.
O que fazer agora?
Quem será o primeiro
A ir domar a caprichosa?

Já que não tem ninguém habilitado,
A solução do juiz
É virar pra torcida
E avisar: jogo adiado.


Marcos Matos


O vento me traz de volta
O teu cheiro de chocolate.
Descubro gravada em minhas pálpebras
Aquela velha imagem,
Daquela noite distante.
O frio desta noite é intenso.
Vejo teu espectro na janela,
Olhando nossas constelações.
Ao meu abraço, você se desfaz.
Fecho os olhos novamente,
Para rir de mim mesmo,
Para mim mesmo,
Este sorriso corretivo.
E de violão no colo,
E caneta na mão,
Volto a escrever,
Nessa jovem página amarelada.


Marcos Matos



Por mais que eu minta,
Entendo sua recusa a abrir os olhos.
Realmente fere.
O risco é grande, e a promessa duvidosa.
Mas algo espera na penumbra.
A mão branca estende-se à espera da tua.
O piano toca,
Regido pela ausência dos teus dedos finos.
O piano ainda toca,
Regido pela ausência dos teus dedos finos.
Mesmo de olhos eternamente fechados,
Você pode sentir o vento que veio guiar-te.
E que uiva em teus ouvidos,
O convite da mão nevada;
Que à espera entre as folhas que caem.
Para unir o solstício de ti;
Com o equinócio que precede-te,
E habita nesta alma.

Marcos Matos